O Projeto Cirandanças foi contemplado em 2010 pelo Programa Mais Cultura - Ação Microprojetos no Semi-árido do Maranhão, uma iniciativa do Governo Federal, Ministério da Cultura, Fundação Nacional de Artes, Banco do Nordeste, Instituto Nordeste Cidadania e Governo do Estado do Maranhão. Bem vindos ao universo Cirandanças!
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Relato do "Caderno Verde", por Ariane, aluna do Projeto Cirandanças.
Na coreografia alguns movimentos se destacam, o olhar intenso dá sentido e vida ao que se interpreta apenas pelo corpo. Numa roda de conversa, falamos sobre o que achamos dos passos, o que a dança nos passa em relação aos movimentos e o que eles realmente representam, é um momento em que temos que nos abrir, dar nossas opiniões, mas algumas pessoas não abrem a boca, eu por exemplo, e no meu ponto de vista isso acontece por que sentimos vergonha, medo de argumentar.
Alguns componentes do grupo não compareceram e faltou um pouco de interesse nos que foram, pois não queriam ensaiar, que tinham poucos componentes e o professor não estava presente.
Professor, seria boa a avaliação solo, haveria mais interesse e algumas pessoas não “se pendurariam nas costas dos outros”.
Ariane, 07 de agosto de 2010
Relato do "Caderno Verde", por Clesmildo, aluno do Projeto Cirandanças.
Os alongamentos trabalham muito o corpo, exigem força, equilíbrio e coordenação motora. Muitas pessoas só precisam ter um pouco mais de responsabilidade, valorizar o curso. Muitas pessoas da comunidade falam que nossa cidade não tem cultura, não valorizam, mas nós vamos valorizar, vamos nos valorizar.
Sobre o professor, só tenho a falar que ele é um excelente educador, muito inteligente, o suficiente para conseguir passar aos alunos o que ele sabe.
A Criação da Primeira Cena do Espetáculo
Exercitamos uma composição coreográfica partir das seguintes palavras:
1. Aldeia
2. Índios
3. Ritual
4. Caça
5. Animais
6. Elementos da natureza (água, fogo, terra, ar).
Estudos sobre a história de Chapadinha - Resultado dos Grupos de Trabalho
Os integrantes se dividiram em três grupos de trabalho para elaboração de propostas de roteiro e nome do espetáculo.
Grupo 1
Integrantes: Clesmildo, Leandra, Joelma
Começamos com a migração dos índios da região para localidade denominada Aldeia, onde os habitantes preservavam seus costumes próprios. Chapadinha foi conhecido por Chapada das Mulatas devido a existência lendária de três mulheres mulatas na região.
A formação do povoado se deu a partir de imigrantes de outras regiões para o centro de Chapadinha (o coração da cidade). O principal motivo de atração pela cidade foi a terra com características de planície, onde se refugiavam os integrantes da Balaiada, revolta que tomou proporções tão amplas que abrangeu Estados além do Maranhão, foram eles o Piauí e Ceará.
Propostas de nomes para o espetáculo: “O começo de tudo”, “Raízes”, “As três mulatas”, “O refúgio”, “Terras do descanso”, “Os primeiros sobreviventes”.
Grupo 2
Integrantes: Elloylson, Hossannya, Sabastião
Propomos no espetáculo uma cena que retratasse a lenda do Lobisomem e outra cena sobre a Balaiada, os primeiros habitantes da antiga Chapada das Mulatas, se possível sobre a lenda das três mulatas. Alguma coisa que falasse no palco sobre a origem dos principais habitantes da Aldeia, fonte de desenvolvimento e crescimento do município.
Proposta de nomes para o espetáculo: “Chapadinha e as três mulatas”, “Chapadinha em suas origens” e “Conflitos e Lendas”.
Grupo 3
Integrantes: Isaellen, Thalytta, Maria do Carmo
Para o início do espetáculo, gostaríamos que o diretor abordasse um tema sobre as mulatas e outras lendas que rodeiam a cidade de Chapadinha, que mostrasse mais um pouco sobre o desenvolvimento da cidade. Seria interessantes se na abertura do espetáculo três mulheres dançassem para melhor entender sobre a lenda das mulatas.
Propostas de nomes para o espetáculo: “As três mulatas da chapada”, “ A origem das lendas”, “O coração de Chapadinha”.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Estudo II - Chapadinha - Abordagem Histórica
O nome CHAPADINHA tem origem nos caracteres elementares fisiográficos refletidos pelo local sede da implantação do antigo povoado. Inicialmente recebera a denominação CHAPADA DAS MULATAS, conforme diz a lenda, em referência à cor das primeiras mulheres habitantes do lugar, por apresentarem uma tez caramelada própria dos descendentes oriundos da mistura das raças branca e negra.
Elevado o povoado à categoria política de Vila, passou esta a ser designada de CHAPADINHA, uma forma enfática e representativa do relevo quase plano de seu solo. Assim a morfologia da palavra pode ser demonstrada a partir de:
| CHAPAD (A) + INHA => CHAPADINHA |
CHAPADA => lugar plano, planície.
INHA => sufixo diminutivo da língua portuguesa.
CHAPADINHA => pequena planície.
1. SÍMBOLOS CÍVICOS
2.1 A Bandeira
De cor azul céu, tudo que nela consta, têm as seguintes significações: As listras em branco é significado da paz; As mesmas listras formando uma cruz será símbolo do Cristianismo; As estrelas que foram o Cruzeiro do Sul representam: Fé, Esperança, Caridade, Justiça e Lealdade do nosso povo.
2.2 O Escudo
O mesmo tem forma de uma circunferência e fundo azul, com cinco estrelas, simbolizando a Bandeira do nosso Município. A palmeira e arroz representam a Economia do Município.
2. FORMAÇÃO DO POVOADO – 1783
Como história se faz de lendas e fatos verdadeiramente documentados, a distribuição dos habitantes nativos em solo brasileiro tem sido fartamente registrada por variadas pesquisas de objetivos os mais diversos.
A tradição histórico-cultural dos índios Tupis mostra o seu nomadismo pelo litoral do país, chegando no século XVI a ocupar uma estreita faixa litorânea estendida do Rio Grande do Sul até o Pará. Suas migrações se davam quase sempre em direção ao Sol, na busca incessante pela “terra sem males”. Entretanto, as perseguições sofridas do colono europeu forçaram sua disseminação, em pequenos grupos, para áreas interioranas e centrais do país.
Estes fatos são determinantes na aceitação de que os habitantes primitivos da cidade de Chapadinha também deve ter sido indígenas e, como os primeiros habitantes de Brejo, às margens do Rio Parnaíba, eram os índios Anapurus, da tribo tupi, é bem provável o deslocamento de parte deste grupo que, ao buscar mais liberdade, bem-estar é, sobretudo, novos víveres alimentícios, acabaram por decidir permanecer num local também aprazível, com fartura de água fornecida pelo Rio Munis e seus afluentes, ou simplesmente córregos de nascentes próprias.
Acredita-se que as famílias de regionais, não índios, ao exercerem seus direitos de busca por um eldorado, no final do século XVIII, mais precisamente em 1783, encontraram nas margens de um pequeno riacho, o local propício à fixação de suas moradias. Passaram a denominar o tal lugar de Aldeia, pelas características e vestígios comuns à habitação de nativos, e mais ainda, pela certeza de que tiveram de se tratar de uma antiga moradia dos índios Anapurus, embora não haja evidência de que tenham encontrado algum sobrevivente.
A formação do povoado teve alento, a partir da chegada, naquele local, de novos grupos familiares de regionais, movidos também pela atração de melhores terras. Ao fixarem residência a preferência recaiu sobre uma planície fértil e promissora aos seus olhos que se distanciavam cerca de quinhentos metros dessa aldeia, do seu lado norte, onde atualmente se situa o coração de Chapadinha.
O povoado Chapada das Mulatas, como era de se supor, também se viu envolvido em uma revolução interna do Maranhão, denominada de Balaiada, que irrompera em 1838 motivada pelo descontentamento do povo, em fase da situação de miséria em que se achava e, teve como líder dos revoltosos um homem de cor escura, vaqueiro de profissão, de nome Raimundo Gomes Vieira Jutaí que, reunindo a mais nove homens de sua raça, invadiu a cadeia da Vila da Manga, soltando, além de um irmão seu, todos os presos que ali estavam lotados, no dia 13 de dezembro de 1838, cuja atitude marcara o começo da revolução acima anunciada.
O movimento adquiriu muitos adeptos, sendo quantificados em mais de dez mil homens, os quais eram chamados de “balaios”, em face da alcunha do fabricante de balaios, Manuel Francisco do Anjos Ferreira, um de seus principais líderes que se juntou ao grupo de foragidos quando este chegou à Brejo, assumindo o movimento, a partir daí, o caráter de vingança coletiva contra fazendeiros e proprietários, contando ainda com a liderança de Ruivo, Mulungueta, Pedregulho, Milhomens, Gavião, Macamabira, Côco, Tempestade e do preto Cosme que se autodenominava “D. Cosme, tutor e imperador das liberdades bem-te-vis”.
Vários combates foram travados, principalmente nos vales de duas bacias hidrográficas maranhenses, chegando por isso à atingir os povos situados no Golfão Maranhense do qual faz parte o Rio Munim que, nascido nos tabuleiros de Chapadinha também integra o ecossistema do atual município de Vargem Grande, antiga Vila da Manga, do Iguará, local de início da propalada “Guerra da Balaiada” que se estendeu até os Estados do Ceará e Piauí.
Tal revolta obteve, no início, a simpatia de alguns membros do Partido Liberal, com declarações expressas através do jornal O Bem-te-vi, editado na Capital São Luís, bem como de Estêvão Rafael de Carvalho, redator do referido periódico.
No auge dos combates, os balaios oriundos da Vila da Manga, em busca de apoio, deslocaram-se para o povoado Chapadinha, processando diversas invertidas sobre o impotente lugarejo, provocando inúmeras e sucessíveis depredações.
Mesmo assim, os integrantes dos balaios fixaram seu quartel de comando nas imediações do referido povoado, a uns doze (12) quilômetros daí, mais especificamente na localidade Angicos e, neste front, conseguiram dizimar as tropas organizadas por cento e dez (110) praças de linha e sessenta (60) paisanos ou guardas nacionais.
Visando dar fim à rebelião e, ao mesmo tempo, livrar a vila do Brejo de qualquer invasão por parte dos rebeldes, já que os mesmos se encontravam em Chapadinha, distante aproximadamente daquela Vila por 80 km, o seu prefeito enviou correspondências ao Comandante das Forças da Legalidade, Capitão Pedro Alexandrino de Andrade.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Nossa Dança Contemporânea
- É uma dança sem exclusão social;
- É uma dança que quebra tabus;
- É uma dança que expõe as qualidades reprimidas;
- É o estilo que permite uma liberdade de expressão;
E o professor Leônidas Portella completa...
"Acredito que dançar seja a representação de um pensamento. Já que ser contemporêneo significa ser novo, então a novidade está nas relações humanas, na transformação das ações no cotidiano, na mistura das sensações, da alma com suor.
Dançar é mais que simplesmente executar movimentos, é estar consciente do seu lugar no espaço, na sociedade, nesse ciclo constantes de gestos que se perpetuam na simplicidade da vida.
Logo, a Dança Contemporânea é uma arte que todo ser humano pode praticar.
No Projeto Cirandanças, as relações entre a vida, a dança e a contemporaneidade estão presentes desde o diálogo mais simples à execução de um movimento novo, desde que as possibilidades de comunicação entre os indivíduos se estabelecem no espaço para pesquisar uma história, para colocar no corpo os conflitos assim como respostas.
Dançar...
dançar,
dançar.
Nessa ciranda de olhares que se cruzam e se estendem para o infinito."












